domingo, 23 de novembro de 2008

Diálogos em sala de aula

Consenso coletivo sobre Espaços Plurais.
Alunos e professores Mestrado/Uniube, novembro 2008.


Espaços plurais são muito vantajosos para a construção do conhecimento por dois motivos principais, a saber: primeiramente, a gama de informações para o aprendizado aumenta imensamente, tendo o sujeito desta maneira maiores possibilidades de encontrar informações que resultem em aprendizado significativo.
Outra vantagem muito significativa diz respeito à teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner (1985) visto que cada indivíduo tem uma ou mais destas inteligências desenvolvidas, assim pode-se buscar a melhor maneira de interação entre o sujeito e a sua busca pelo conhecimento. Há possibilidade do encontro das diversas inteligências para um mesmo conteúdo. Utilizá-las é entender e respeitar as subjetividades, uma vez que cada indivíduo apresenta formas e métodos próprios.
Os espaços plurais como ambientes de aprendizagens nos mais variados planos, são capazes de promover saberes diferenciados, desenvolvendo as inteligências múltiplas e principalmente integrando e trocando experiência desse aprendizado além de permitir a convivência harmônica entre diversos sujeitos, diversos temas, diversas metodologias, diversas crenças e diversos saberes. Além de tudo, disponíveis a incorporação das Tics na educação, permitindo a interação social e cultural.
Conclui-se que são similares aos tempos e lugares de transito na procura e construção do conhecimento humano. Espaços são movimentos de imagens do ser se construindo respeitando à diversidade e o ritmo individual de construção do conhecimento, promovendo a tão desejada inclusão e integração da humanidade.
Percebemos como lócus educativo com a vantagem da não fragmentação, onde o homem pode ser compreendido na sua relação consigo e com os outros e com o mundo em que vive. Portanto, a maior vantagem de entender a educação nos espaços plurais é a possibilidade da compreensão do todo, mesmo sabendo-se feito de partes, é compor e contrapor, céu e terra, água e ar. É caminhar com os pés no chão e a cabeça nas nuvens.


Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova Gandhi

Consenso coletivo sobre Interdisciplinaridade.
Alunos e professores Mestrado/Uniube, novembro 2008.

Somos muitos em um todo que não deve ser fragmentado. Através dos multi saberes nós educadores podemos construir uma comunhão entre as disciplinas, possibilitando a interação propiciando a construção de novos conhecimentos. A interdisciplinaridade é a inter-relação dos saberes fragmentados para a formação do todo. Para que ocorra a construção de uma real interdisciplinaridade deve-se partir para a ação de seu conceito real sem os equívocos que muitas vezes observamos com relação ao conceito.
É ação, co relação, construção de pontos, de multi saberes, comunhão de partes que resultam na multidimensionalidade do homem consigo, com os outros, com o mundo, interagindo as partes na formação do todo. A interdisciplinaridade é uma atitude capaz de compreender o outro e respeitar as diferenças. E alcançar multi saberes por meio de uma co relação entre conteúdo e ambientes. É uma ação sobretudo calcada em posturas interdisciplinares uma vez que somos seres multidimensionais merecemos desfrutar de uma inter-relação que possibilite a auto construção. No momento em que comungamos ambientes e diversidades por meio da interação professor aluno construímos conhecimentos aprendemos.
A interdisciplinaridade é uma atitude, ação que quando ocorre em espaços plurais de aprendizagem estimula a construção do conhecimento, correlacionando os saberes. A partir da comunhão e inter-relação dos docentes e da multidimensionalidade do individuo podemos desenvolver um projeto interdisciplinar, afinal somos um constructo de saberes e sentidos, relacionados na ação multidemensional da comunhão.

Palavras que neste contexto fazem sentido:
Inter-relação
Comunhão
Construção
Multidimensionalidade
Ação
Co relação
Multi saberes

Bom d+ estar com vocês, sexta feira sim, sexta feira não.
Beijos

terça-feira, 11 de novembro de 2008

APRENDIZAGEM E SEUS POSSÍVEIS AMBIENTES
Camilla de Oliveira Vieira


Pela internet não só navego, posso enriquecer-me. Em bibliotecas não só leio, posso aprender e descobrir. Em museus e exposições não só vejo, posso também deixar-me sentir. Em cinemas posso não só assistir, como posso emocionar. Em viagens não só me desloco, como também posso modificar-me. Em bares e restaurantes não só como e bebo como posso relacionar-me. Em sala de aula não só freqüento como posso buscar acréscimos. Enfim... Todos os lugares podem se tornar ambientes de aprendizagem. Basta envolver, buscar sentido, transformar-se e possibilitar a experiência.


Não há dúvidas que a aprendizagem seja um fenômeno muito complexo, envolvendo vários aspectos humanos sejam eles, cognitivos, emocionais, físicos, sociais e culturais. Considero aprendizagem como o processo em que o homem atua como sujeito no desenvolvimento de aptidões possibilitado por estratégias subjetivas as quais possibilitam a transformação no campo do conhecimento.
Atuar como sujeito representa a característica básica da aprendizagem a qual deve ser pessoal e, sobretudo estimulada. Não vejo a hipótese em que um professor transmite conhecimentos a um indivíduo. É mais coerente aceitar que a aquisição do conhecimento se dá de forma conquistada, construída e sentida pelo aluno.
A necessidade de haver estratégias para a construção da aprendizagem resulta no fato que os indivíduos apresentam um conjunto próprio de formas que propiciam o processo de aprendizagem pelas quais cada pessoa aprende a seu modo, estilo e ritmo.
Uma vez que o processo de aprendizagem se dá no interior do sujeito, estando, entretanto, intimamente ligado às relações de troca que o mesmo estabelece com o meio, o ambiente onde ele se encontra torna-se peça fundamental para a construção do conhecimento. A teoria de Piaget, explica o conhecimento por meio da interação do sujeito com o meio ambiente físico e social, sendo a aprendizagem entendida como a própria adaptação obtida num processo de equilibração e desequilibração constantes. Na prática, trata-se de uma aprendizagem que o indivíduo busca segundo suas próprias capacidades que, por sua vez, são resultantes das estruturas já construídas. Sendo assim, além da aprendizagem de conteúdos, o indivíduo também aprende a aprender.
Gómes e Alvarado, iniciam o artigo, ‘Disenando ambientes digitales para recrear oportunidades de aprendizagem’ com a seguinte pergunta: “¿Como podemos maximizar las posibilidades de aprendizage que nos ofrecen las tecnologias de la información y la comunicación?” Aproveitando a ocasião, questiono da seguinte forma: Como podemos aumentar as possibilidades de aprendizagem que nos oferecem os diferentes ambientes?
A primeira grande questão a ser levantada é a quebra de um paradigma que considerava a aprendizagem possível apenas dentro das quatro paredes de uma sala de aula. Nevado propõe algo dialogando que “se pensarmos no desenvolvimento da humanidade e mesmo no desenvolvimento do sujeito, vemos, analogamente que os espaços e tempos construídos modificam-se durante a evolução intelectual e evolução das técnicas.” E destaca a necessidade de pensar uma nova forma ‘possível’ de organização educativa que já não reúne seus estudantes e professores em um mesmo prédio, em salas de aulas específicas para cada nível ou série, com horários específicos para a realização das atividades de ensino-aprendizagem.
Não considero que exista ambientes melhores ou piores que outros. O que há, é a possibilidade de estratégias adequadas ou inadequadas com relação a cada objetivo em específico. Para exemplificar imaginemos que o conhecimento construído a respeito de um determinado pintor do século passado é mais conveniente se possibilitado por uma experiência visual e presencial em um determinado museu que a observação de uma figura em preto e branco apresentada em uma sala de aula.
Embora José Armando Valente em ‘Criando ambientes de aprendizagem via rede telemática’ se limita a pesquisar os ambientes de aprendizagem possibilitados pela informática, utilizo suas colocações para abordar os ambientes como um todo. Embora o autor aborde quatro pontos fundamentais que deve estar presente na formação do professor para atuar pela informática tais pontos servem também como base para outros tipos de ambientes. Veja:

Propiciar ao professor condições para entender o computador (leia-se novo ambiente) como uma nova maneira de representar o conhecimento, provocando um redimensionamento dos conceitos já conhecidos e possibilitando a busca e compreensão de novas idéias e valores;
Propiciar ao professor a vivência de uma experiência que contextualiza o conhecimento que ele constrói;
Prover condições para o professor construir conhecimento sobre as técnicas computacionais, (leia-se sobre os diferentes ambientes) entender por que e como integrar o computador (leia-se outros ambientes) em sua prática pedagógica e ser capaz de superar barreiras de ordem administrativa e pedagógica;
Criar condições para que o professor saiba recontextualizar o que foi aprendido e a experiência vivida durante a formação para a sua realidade de sala de aula, compatibilizando as necessidades de seus alunos e os objetivos pedagógicos que se dispõe a atingir.

Dessa forma, considerando que o homem aprende quando aquilo que lhe é apresentado torna para si uma experiência, o modifica e, sobretudo possibilita o diálogo e a reflexão, as possibilidades de aprendizagem aumentam quando o professor disponibiliza diferentes ambientes que estabelecem relação com a necessidade do aluno, que correspondam aos diversos anseios e tipos de inteligências, já que os indivíduos apresentam um conjunto próprio de formas que propiciam o processo de aprendizagem pelas quais cada pessoa aprende a seu modo, estilo e ritmo.


GÓMEZ, Andrea Anfossi ALVARADO, Virginia Quesada. Diseñando ambientes digitales para recrear oportunidades de aprendizaje – Una experiencia para la formación de educadores.

NEVADO, Rosane Aragón. Estudo do possível piagetiano em ambientes de aprendizagem: é possível inovar em ead utilizando recursos telemáticos? Disponível em
http://pontodeencontro.proinfo.mec.gov.br/possivelrosane.pdf. Acesso

PIAGET, J. O Desenvolvimento do Pensamento. Equilibração das Estruturas Cognitivas. Lisboa: Publicações Dom Quixote.

VALENTE J.A. (1999). Análise dos Diferentes Tipos de Software Usados na Educação. Em J. A. Valente (org.). Computadores na Sociedade do Conhecimento. Campinas: NIED - UNICAMP, p. 89-110.

A melhor forma de pensar a educação é incluirmos como sujeitos dela. Já se foi aquele pensamento que pesquisadores são seres alienígenas a procura de um objeto distante. E já que pensar a educação é colocarmos dispostos como sujeitos, faz parte nos conhecer, nos identificar, nos compreender, nos analisar, antes de buscar entender o outro.
Nessa perspectiva surgiu a proposta para que produzíssemos nossa trajetória em forma de um texto visual. Alguém se habilita a interpretar-me?
Forte abraço a todos