A aprendizagem na concepção da abordagem centrada na pessoa (ACP).
Eliana Cassimiro de Araújo.
Resumo:
O presente artigo aborda, primeiramente, as condições fundamentais para a formação de um professor que desenvolve a aprendizagem centrada no aluno, seja no nível de ensino básico, fundamental, graduação e pós-graduação.
Palavras – chave: abordagem centrada no aluno, professor, aprendizagem.
Segundo ROGERS (2001), a primeira condição para que o professor atue com uma abordagem centrada no aluno é a liderança:
“O professor deve ser um líder ou uma pessoa considerada como figura de autoridade na sala de aula, tão seguro de si e de seu relacionamento com os outros, que experimenta uma confiança essencial na capacidade de as pessoas pensarem por elas mesmas.” (ROGERS, 2001 p. 83).
As condições que serão descritas abaixo somente serão possíveis se houver esta precondição citada.
A segunda condição, de acordo com ROGERS (2001), é a de o professor ser um facilitador da aprendizagem. O professor irá compartilhar com os alunos, com os pais e com a sociedade a responsabilidade do processo de aprendizagem. Assim, o planejamento curricular, a administração e ações político-pedagógicas são da responsabilidade do grupo envolvido.
O professor proporciona os recursos de aprendizagem do interior de si mesmo e de sua experiência, estimulando os alunos a acrescentarem os recursos que conhecem ou que tem experiência. Ele irá então aumentar a gama de recursos dos alunos. (ROGERS, 2001)
O objetivo educacional na educação centrada no aluno deve ser a facilitação do processo de mudança e aprendizagem. O homem educado é aquele que aprende a mudar, a adaptar-se, que percebe que nenhum conhecimento é seguro e que somente a busca pelo conhecimento oferece realmente alguma fonte de segurança. A didática centrada no aluno enfatiza o professor e o aluno como pessoas e sua relação se faz através de respeito mútuo, cabendo ao professor, basicamente, fornecer aos alunos condições favoráveis para desenvolver seu potencial intelectual e afetivo. Neste processo educativo não apenas o professor, mas também os alunos são responsáveis pelo aprendizado. (MOREIRA, 2007)
Para ROGERS (2001), a função do professor é facilitar a aprendizagem do aluno, o que acarreta um outro estilo de autoridade e outra concepção de disciplina, se comparada à teoria “mug and jug”, visto que a autoridade será então compartilhada entre os alunos e o professor e não exercida apenas pelo último.
A terceira condição, de acordo com ROGERS (2001), está pautada na compreensão empática e na confiança incondicional. Na medida em que o professor confia na capacidade do aluno, o considera um sujeito digno de confiança ele consegue criar em sala de aula um ambiente de aprendizagem auto-dirigida.
A autenticidade é considerada por ROGERS (2001) condição fundamental no desempenho da tarefa educativa do professor, que deve ser honesto, transparente, ser ele mesmo. A compreensão empática diz respeito à capacidade de o professor perceber o mundo interior do aluno, como o próprio o percebe. A consideração positiva incondicional diz respeito ao interesse do professor pelo aluno, aceitando-o como um ser humano singular.
O professor deve estar livre do desejo de controlar os resultados da aprendizagem, respeitando a capacidade que os alunos têm de lidar com seus problemas e que também que o professor deve ter habilidades para liberar as expressões individuais dos alunos.
Os aspectos cognitivos da aprendizagem devem ganhar mais atenção, visto que a cada dia é necessário interpretar grande quantidade de informações sobre questões cada vez mais complexas, algumas das quais com implicações para a sobrevivência. Promovendo o desenvolvimento de capacidades que ajudarão os alunos a enfrentar esses desafios, pode-se enriquecer a concepção do que é realmente importante para a aprendizagem. A oportunidade freqüente de examinar diversas formas de evidências e extrair conclusões fortalece a capacidade de raciocínio. O hábito de questionar a si mesmo e aos outros favorece o rigor do pensamento.
Que outra proposta seria mais importante do que o aluno aprender a usar o raciocínio para emitir juízos que lhe serão úteis por toda a vida?
Referências:
MOREIRA, Virgínia. De Carl Rogers a Merleau-Ponty: a pessoa mundana em psicoterapia. 1ª ed. Annablume editora. São Paulo, 2007.
ROGERS, Carl R..Sobre o poder pessoal. 4ª ed. Martins Fontes. São Paulo, 2001.
ROGERS, Carl R..Tornar-se pessoa. 4ª ed. Martins Fontes. São Paulo, 2001.
Eliana Cassimiro de Araújo.
Resumo:
O presente artigo aborda, primeiramente, as condições fundamentais para a formação de um professor que desenvolve a aprendizagem centrada no aluno, seja no nível de ensino básico, fundamental, graduação e pós-graduação.
Palavras – chave: abordagem centrada no aluno, professor, aprendizagem.
Segundo ROGERS (2001), a primeira condição para que o professor atue com uma abordagem centrada no aluno é a liderança:
“O professor deve ser um líder ou uma pessoa considerada como figura de autoridade na sala de aula, tão seguro de si e de seu relacionamento com os outros, que experimenta uma confiança essencial na capacidade de as pessoas pensarem por elas mesmas.” (ROGERS, 2001 p. 83).
As condições que serão descritas abaixo somente serão possíveis se houver esta precondição citada.
A segunda condição, de acordo com ROGERS (2001), é a de o professor ser um facilitador da aprendizagem. O professor irá compartilhar com os alunos, com os pais e com a sociedade a responsabilidade do processo de aprendizagem. Assim, o planejamento curricular, a administração e ações político-pedagógicas são da responsabilidade do grupo envolvido.
O professor proporciona os recursos de aprendizagem do interior de si mesmo e de sua experiência, estimulando os alunos a acrescentarem os recursos que conhecem ou que tem experiência. Ele irá então aumentar a gama de recursos dos alunos. (ROGERS, 2001)
O objetivo educacional na educação centrada no aluno deve ser a facilitação do processo de mudança e aprendizagem. O homem educado é aquele que aprende a mudar, a adaptar-se, que percebe que nenhum conhecimento é seguro e que somente a busca pelo conhecimento oferece realmente alguma fonte de segurança. A didática centrada no aluno enfatiza o professor e o aluno como pessoas e sua relação se faz através de respeito mútuo, cabendo ao professor, basicamente, fornecer aos alunos condições favoráveis para desenvolver seu potencial intelectual e afetivo. Neste processo educativo não apenas o professor, mas também os alunos são responsáveis pelo aprendizado. (MOREIRA, 2007)
Para ROGERS (2001), a função do professor é facilitar a aprendizagem do aluno, o que acarreta um outro estilo de autoridade e outra concepção de disciplina, se comparada à teoria “mug and jug”, visto que a autoridade será então compartilhada entre os alunos e o professor e não exercida apenas pelo último.
A terceira condição, de acordo com ROGERS (2001), está pautada na compreensão empática e na confiança incondicional. Na medida em que o professor confia na capacidade do aluno, o considera um sujeito digno de confiança ele consegue criar em sala de aula um ambiente de aprendizagem auto-dirigida.
A autenticidade é considerada por ROGERS (2001) condição fundamental no desempenho da tarefa educativa do professor, que deve ser honesto, transparente, ser ele mesmo. A compreensão empática diz respeito à capacidade de o professor perceber o mundo interior do aluno, como o próprio o percebe. A consideração positiva incondicional diz respeito ao interesse do professor pelo aluno, aceitando-o como um ser humano singular.
O professor deve estar livre do desejo de controlar os resultados da aprendizagem, respeitando a capacidade que os alunos têm de lidar com seus problemas e que também que o professor deve ter habilidades para liberar as expressões individuais dos alunos.
Os aspectos cognitivos da aprendizagem devem ganhar mais atenção, visto que a cada dia é necessário interpretar grande quantidade de informações sobre questões cada vez mais complexas, algumas das quais com implicações para a sobrevivência. Promovendo o desenvolvimento de capacidades que ajudarão os alunos a enfrentar esses desafios, pode-se enriquecer a concepção do que é realmente importante para a aprendizagem. A oportunidade freqüente de examinar diversas formas de evidências e extrair conclusões fortalece a capacidade de raciocínio. O hábito de questionar a si mesmo e aos outros favorece o rigor do pensamento.
Que outra proposta seria mais importante do que o aluno aprender a usar o raciocínio para emitir juízos que lhe serão úteis por toda a vida?
Referências:
MOREIRA, Virgínia. De Carl Rogers a Merleau-Ponty: a pessoa mundana em psicoterapia. 1ª ed. Annablume editora. São Paulo, 2007.
ROGERS, Carl R..Sobre o poder pessoal. 4ª ed. Martins Fontes. São Paulo, 2001.
ROGERS, Carl R..Tornar-se pessoa. 4ª ed. Martins Fontes. São Paulo, 2001.
2 comentários:
Olá Eliana,
Acho interessante, é importante, você retomar os estudo sobre Rogers. Estou curiosa para ver as relações que você fará com os temas que temos estudado. Assim que tiver um novo texto socialize conosco!
Olá Martha!!
Ontem mesmo estava conversando com a Vania minha orientadora e já encontrei vários pontos em comum com o Rogers nas nossas aulas do seminário temático!Com certeza iremos explorar vários assuntos tratados para a dissertação!!
Postar um comentário