quarta-feira, 24 de setembro de 2008

A aprendizagem na concepção da abordagem centrada na pessoa (ACP).
Eliana Cassimiro de Araújo.

Resumo:

O presente artigo aborda, primeiramente, as condições fundamentais para a formação de um professor que desenvolve a aprendizagem centrada no aluno, seja no nível de ensino básico, fundamental, graduação e pós-graduação.
Palavras – chave: abordagem centrada no aluno, professor, aprendizagem.



Segundo ROGERS (2001), a primeira condição para que o professor atue com uma abordagem centrada no aluno é a liderança:
“O professor deve ser um líder ou uma pessoa considerada como figura de autoridade na sala de aula, tão seguro de si e de seu relacionamento com os outros, que experimenta uma confiança essencial na capacidade de as pessoas pensarem por elas mesmas.” (ROGERS, 2001 p. 83).

As condições que serão descritas abaixo somente serão possíveis se houver esta precondição citada.
A segunda condição, de acordo com ROGERS (2001), é a de o professor ser um facilitador da aprendizagem. O professor irá compartilhar com os alunos, com os pais e com a sociedade a responsabilidade do processo de aprendizagem. Assim, o planejamento curricular, a administração e ações político-pedagógicas são da responsabilidade do grupo envolvido.
O professor proporciona os recursos de aprendizagem do interior de si mesmo e de sua experiência, estimulando os alunos a acrescentarem os recursos que conhecem ou que tem experiência. Ele irá então aumentar a gama de recursos dos alunos. (ROGERS, 2001)
O objetivo educacional na educação centrada no aluno deve ser a facilitação do processo de mudança e aprendizagem. O homem educado é aquele que aprende a mudar, a adaptar-se, que percebe que nenhum conhecimento é seguro e que somente a busca pelo conhecimento oferece realmente alguma fonte de segurança. A didática centrada no aluno enfatiza o professor e o aluno como pessoas e sua relação se faz através de respeito mútuo, cabendo ao professor, basicamente, fornecer aos alunos condições favoráveis para desenvolver seu potencial intelectual e afetivo. Neste processo educativo não apenas o professor, mas também os alunos são responsáveis pelo aprendizado. (MOREIRA, 2007)
Para ROGERS (2001), a função do professor é facilitar a aprendizagem do aluno, o que acarreta um outro estilo de autoridade e outra concepção de disciplina, se comparada à teoria “mug and jug”, visto que a autoridade será então compartilhada entre os alunos e o professor e não exercida apenas pelo último.
A terceira condição, de acordo com ROGERS (2001), está pautada na compreensão empática e na confiança incondicional. Na medida em que o professor confia na capacidade do aluno, o considera um sujeito digno de confiança ele consegue criar em sala de aula um ambiente de aprendizagem auto-dirigida.
A autenticidade é considerada por ROGERS (2001) condição fundamental no desempenho da tarefa educativa do professor, que deve ser honesto, transparente, ser ele mesmo. A compreensão empática diz respeito à capacidade de o professor perceber o mundo interior do aluno, como o próprio o percebe. A consideração positiva incondicional diz respeito ao interesse do professor pelo aluno, aceitando-o como um ser humano singular.
O professor deve estar livre do desejo de controlar os resultados da aprendizagem, respeitando a capacidade que os alunos têm de lidar com seus problemas e que também que o professor deve ter habilidades para liberar as expressões individuais dos alunos.
Os aspectos cognitivos da aprendizagem devem ganhar mais atenção, visto que a cada dia é necessário interpretar grande quantidade de informações sobre questões cada vez mais complexas, algumas das quais com implicações para a sobrevivência. Promovendo o desenvolvimento de capacidades que ajudarão os alunos a enfrentar esses desafios, pode-se enriquecer a concepção do que é realmente importante para a aprendizagem. A oportunidade freqüente de examinar diversas formas de evidências e extrair conclusões fortalece a capacidade de raciocínio. O hábito de questionar a si mesmo e aos outros favorece o rigor do pensamento.
Que outra proposta seria mais importante do que o aluno aprender a usar o raciocínio para emitir juízos que lhe serão úteis por toda a vida?
Referências:

MOREIRA, Virgínia. De Carl Rogers a Merleau-Ponty: a pessoa mundana em psicoterapia. 1ª ed. Annablume editora. São Paulo, 2007.

ROGERS, Carl R..Sobre o poder pessoal. 4ª ed. Martins Fontes. São Paulo, 2001.

ROGERS, Carl R..Tornar-se pessoa. 4ª ed. Martins Fontes. São Paulo, 2001.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Passei para registrar a visita de Beatriz Sanz Vasquez (agora) querida Bia que com todo carisma se dispos a dialogar conosco a respeito das memórias dos professores como construção da identidade. Foi um espaço em que todos do grupo puderam associar suas pesquisas à necessidade de explorar as experiências que motivam nossas escolhas!
Fica aberto o espaço para que vocês manifestem as impressões!!!!!
Abraços 

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Espaços Plurais - Ë "nóis"na fita gente...

Bom demais estarmos juntos!
Integrados, neste novo espaço de aprendizagens, penso que vamos navegar muito mais.
Novas relações, novas possibilidades.
Mirna, Marta e Raul bom d+ estar com vocês!
Com o restante da galera, já era bom, agora é BLOGGER

Beijos mil
Roniria





concepção de aorendizagem

Aprender é vivênciar e experimentar algo novo através do conhecimento adqurido.

AGORA SIM

Caras colegas,
nunca tive intenção de  ter um blog, no entanto penso que este seja um bom ambiente de aprendizagem, por isso agora estamos aqui.
Este espaço nos ajudará a construirmos, juntos, o conhecimento.
Neste momento passa pela minha cabeça a sensação de que é necessário ocuparmos sempre novos espaços, aprender nossas maneiras de nos educarmos.
Se Paulo Freire educou utilizando elementos da realidade, também assim, penso que nos é possível. Somos uma geração que tem nas mãos estas tecnologias, então vamos aproveita-lo.
Forte abraço e vamos lá.
Construindo conhecimento!




Aprendizagem

Minha concepção de aprendizagem: é a incorporação de conhecimentos, atos e situações vivenciadas a personalidade do sujeito.

boas vindas

Oi amigos, sejam bem vindos no blog, espero trocar muitas experiencias e informações com vocês, nessa maratona de atividades, vai facilitar bastante!  desejo muita força, paciência e fé beijos Fabi 

SEM MEDO!

ESTA MENSAGEM É APENAS PARA TESTE.
A PARTIR DE AGORA ESTAMOS BLOGADOS!

Ambientes virtuais

Olá pessoal,

 No encontro do dia 05/09/2008 a temática foi AMBIENTES APRENDIZAGEM.
Cada componente do grupo deveria selecionar 5 ambientes de aprendizagem, justificando a escolha,  para apresentar para o grupo.

Os meu 5 ambientes foram:

FAMÍLIA: considero a família de suma importância para a aprendizagem do indivíduo, uma vez que ela, a família, é a primeira das muitas células que reunidas constituem a sociedade. "junto dela que o indivíduo realiza as primeiras e mais importantes experiências de sua vida.

ESCOLA: é na escola que o indivíduo começa a desenvolver suas capacidades físicas, cognitivas, afetivas, estética, ética, de relacionamento interpessoal e de inserção social. É tão importante que a Lei Diretrizes e Bases 9349, promulgada em 1996, garante a toda criança de zero a seis anos o direito à educação infantil e, ao Estado, o dever de promovê-la.

TELEVISÀO: não discordância quanto ao fato de que a televisão pode entreter, informar e ensinar. Mas a pergunta que se coloca é que tipo de aprendizagem?

BIBLIOTECAS VIRTUAIS: com a expansão das habilidades da internet, cada vez mais bibliotecas estão se tornando digitalizadas, possibilitando recursos disponíveis através de redes na comunidade global, não somente local.

TELEDUC: ambiente que permite a criação de um ambiente virtual bastante amigável e completando cursos presenciais.

Foi um momento muito agradável e produtivo, levando cada componente do grupo a construir sua concepção de aprendizagem.

Numa visão geral percebemos que existem vários ambientes de aprendizagens como por exemplo: sala de espera; rua; eventos; museus; bibliotecas; internet; escola; bares. 

O importante é que estas aprendizagens possam ser utilizadas na construção do conhecimento contribuindo para nosso desenvolvimento social, cultural e profissional.

Ambientes de aprendizagem e seus vários sentido

Pela internet não só navego, posso enriquecer-me.
Em bibliotecas não só leio, posso aprender e descobrir.
Em museus e exposições não só vejo, posso também deixar-me sentir. 
Em cinemas posso não só assistir, como posso emocionar.
Em viagens não só me desloco, como também posso modificar-me.
Em bares e restaurantes não só como e bebo, como posso relacionar-me. 
Em sala de aula não só frequento, como posso buscar acréscimos. 
Enfim... 
                todos os lugares podem se tornar ambientes de aprendizagem.
                Basta envolver, buscar sentido, transformar-se e possibilitar a 
                experiência!!! 

A tarde de 04 de setembro favoreceu não só o contato com  novos ambientes de aprendizagem (este próprio blog) como também nos possibilitou que conhecêssemos os ambientes de aprendizagem significativos de cada colaborador. Tais ambientes retrataram não só a predileção de cada um, como também fez com que identificássemos  subjetividades. 
Ambientes como igrejas, quadras, escolas, viagens, salas-de espera, bibliotecas, ciber-cafés, foram facilmente delineando os espaços explorados por cada um de nós, que afinal, nos definem como sujeitos...  
 - Colegas, algo lhes parecem familiar???